Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Perfume

Perfume conta a história de um rapaz estranho, feio e mal amado que veio ao mundo com um dom.

Esse dom é a unica coisa que o mantem vivo durante toda a sua mediocre existência. Percebendo que ao contrario dos outros seres, ele proprio nao possui qualquer tipo de odor, ele decide ir em busca do odor perfeito.

É na busca desse odor que é relatada a maior parte da história. Através de descrições incriveis de cheiros e mais cheiros, acabamos quase por sentir a obcessão de Jean Baptiste Grenouille.

Um livro cativante, mas talvez descritivo demais.Posso dizer que a meio andei meio desmotivada, mas o brusco recomeçar da historia que nos interessa (a busca do essencia perfeita) logo me despertou tamanho interesse que pedia mais e mais a cada pagina que virava.

Leiam.Recomendo.Esta é uma historia de um génio, de um sobrevivente, de um craidor de perfumes e essencialmente de um assassino.

"Human odour was of no importance to him whatever. He could imitate human odour quite well enough with surrogates. What he coveted was the odour of certain human beings: that is, those rare human who inspire love. Those were his victims."

"He possessed the power. He held it in his hand. A power stronger than the power of money or the power of terror or the power of death: the invicible power to command the love of mankind. There was only one thing that power could not do: it could not make him able to smell himself. And though his perfume might allow him to appear before the world has a god - if he could not smell himself and thus never kow who he was, to hell with it, with the world, with himself, with his perfume."


publicado por maryjo às 16:45
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

perdão

« (...) the explosion had happened - but no one had died. It was just walking wounded as far as the eye could see. No packed bags, no final door slams, no relocation to different colleges,  different towns. They were all going to stay put and suffer. It would be played out very slowly over years. The thought was debilitating. Everybody knew about it. Howard expected that the shorthand, water-cooler version, currently circulating the college would be 'Warren's forgiven her' said with pity mixed with a little contempt - as if that covered it, the feeling. People said 'She's forgiven him' about Kiki, and only now was Howard learning of the levels of purgatory forgiveness involves. »

publicado por xary às 14:48
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

the end of the affair

"People were continually coming in, and I wouldn't be one of those who by moving their heads up and down betray a foolish expectation. What have we all got to expect that we allow ourselves to be so lined with disappointment?"


"- (...) I want you to be happy, that's all.
- You'd make my bed for me?
- Perhaps.
Insecurity is the worst sense that lovers feel: sometimes the most humdrum desireless marriage seems better. Insecutiry twists meanings and poisons trust."


leitura levezinha, mas agradável.

publicado por marina às 14:08
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

body vs mind

« '(...) Men move with their minds, and women must move with their bodies, whether we like it or not. That's how God intended it - I have always felt that so strongly. When you're a larger lady, though, I expect that becomes a little more hard.'
'No, I'm cool, I'm fine - there,' said Kiki, good-humouredly, upright now, and shimmying her hips a little. 'Actually, I'm pretty flexible. Yoga. And, to be honest, I guess I feel men and women use their minds about equally.' She brushed the  wood dust off her palms.
' Oh, I don't. No, I don't. Everything I do I do with my body. Even my soul is made up of raw meat, flesh. Truth is in a face, as much as it is anywhere. We women know that faces are full of meaning, I think. Men have the gift of pretending that's not true. And this is where their power comes from. (...)' »

publicado por xary às 23:57
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

O Eça

 

Mais um daqueles livros que estava perdido na estante. Já o tinha tentado ler uma vez mas não fui bem sucedida. Desta vez foi de vez, afinal uma obra do escritor d’Os Maias tinha que ser lida. E literatura portuguesa faz sempre bem. Mal começamos a passar os olhos pelas páginas lembramo-nos d’Os Maias. As descrições, as personagens com o mesmo nome e o mesmo tipo de tragédia. Só muda o grau de parentesco. Será que Eça vivia numa família problemática?

Para quem gosta do autor, vai concerteza gostar deste livro. Na minha opinião, faz-me um pouco confusão andar a ler 300 páginas sem desconfiarmos de nada e nas últimas 2, o autor mostra qual o mistério, acaba a história e ainda tem tempo para matar uma ou outra personagem. Devo confessar que um fim me desiludiu mas o Sr. Eça é que manda.

 

Umas pérolas:

“ sua mulher, uma excelente senhora macaísta, deixara-lhe oitenta contos, o que o habilitava - dizia ele – a <ter tipóia e sobrinho>.” Olhem só a diferença dos tempos..oitenta contos…

 

“ detestava os padres e dizia que todo o homem que aos vinte e cinco anos nem era casado, nem tinha uma amante, era sujo.”

 


publicado por eli às 18:20
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

The End - To The Lighthouse

 

 

 

E tempo de levantar o veu e mostrar o rosto das paginas feitas das palavras que escolhi para ilustrar a leitura deste livro.

Nao foi tao facil de ler como eu julgava.

Nao e daqueles livros que conduz.

E daqueles livros que obriga que seja o leitor a guiar-se a si mesmo.

A guiar-se pelos mil caminhos que parecem ser sugeridos ou insinuados.

Um livro que nos foge das maos quando mais o queremos agarrar.

Um livro que ensina licoes grandes atraves de palavras banais e pequeninas.

Um livro teimoso e ate rebelde pela forma como inverte aquilo que temos como certo.

Uma historia feita de momentos possiveis no mundo de qualquer um.

Uma historia feita de dias.

De instantes dentro dos dias.

De pensamentos que povoam esses instantes.

Uma historia que mostra.

Que mostra mais do que se quer ver, por vezes.

Que enaltece o que e trivial.

Que banaliza o que e grande e pesado.

Uma historia com um tempo que ensina licoes as personagens que vivem nele.

Que querem mandar nele apesar de nao poderem.

Que descobrem [quase] tarde demais a luz que realmente importa.

E, para mais descobrir, basta ler!

To the Lighthouse

by Mrs Woolf


publicado por Firefly às 21:44
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

To the lighthouse (III)

10 years later, it is time to go to the place that might have been visited 10 years ago. Time passes. And, perhaps, the expedition came too late.

quotations:

he had made them come. he had forced them to come (...) since he had forced them to come against their wills.

Mrs Ramsay saying 'Life stand still here';

Mrs Ramsay making of the moment something permanent;

(...)

in the midst of chaos there was shape.

There was this expedition - they were going to the lighthouse, Mr Ramsay, Cam and James.

Yes, it must have been precisely here that she stood ten years ago. There was the wall; the hedge; the tree.

He had all the appearence of a leader making ready for an expedition (...) but with a pallor in their eyes which made her feel that they suffered something beyond their years in silence.

all was silence.

nobody seemed to have spoken for an age. Cam was tired of looking at the sea. Little bits of black cork had floated past; the fish were dead in the bottom of the boat. Still her father read, and James looked at him and she looked at him, and they vowed that they would fight tyranny to the death, and he went on reading quite unconscious of what they thought.

all was silence.


publicado por Firefly às 22:52
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O Nascer da Terra




42 contos, do nascer da terra e de muitas outras tantas coisas. Do acordar da criança que (ainda) existe em cada um. Alguma de nós lembram-se de quando lemos um conto do sobre a forma como Mia Couto falava com as palavras e como, tão bem, estas se aninhavam na sua escrita como só aí pertencessem. Ler Mia Couto é uma constante brincadeira dos sentidos e das próprias palavras, lembrando-nos que a língua brinca consigo mesma e está sempre pronta a longos e mais altos voos.
Ler Contos do Nascer da Terra foi como estar sentada ao colo de um avô (ou avó) e ouvir histórias onde o real e o imaginário vivem de mãos dadas. Onde este último se mostra como se da realidade se tratasse, no qual nos encontramos mais. E no final da última história, apetece mesmo dizer baixinho "Oh...só mais uma...!".



«
Não é da luz do sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendemos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a lua revela a intimidade da nossa morada terrestre.
Necessitamos não do nascer do Sol. Carecemos do nascer da Terra. »

publicado por xary às 16:10
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Time Passes (II)

while reading, one feels that several things are taking place. but the truth is that everything which is silently said (and thought) is referring to a single moment - Mrs Ramsay and her beloved son James by her side. it is her motherhood and her care that is contemplated by those who are living in her house.and the singularity of that moment would end. suddenly. silently.

quotations:

[Mr. Ramsay stumbling along a passage stretched his arms out one dark morning, but, Mrs Ramsay, having died rather suddenly the night before, he stretched his arms out. They remained empty]

Mrs Ramsay's things. Poor lady! She would never want them again. She was dead, they said; years ago, in London.

The house was left; the house was deserted. It was left like a shell on a sandhill to fill with dry salt grains now that life had left it. (...) keys were turned all over the house; the front door was banged; it was finished.

much should have been said but was kept in silence. Mrs Ramsay was dead.

 

well, we must wait for the future to show.


publicado por Firefly às 14:27
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

The Window (I)

She had done the usual trick - been nice. She would never know him. He would never know her. Human relations were all like that, she thought, and the worst were between men and women. Inevitably they were extremely insincere.     page 101

(...) for she guessed what he was thinking - he would have written better books if he had not married. He was not complaining, he said. She knew that he had nothing whatever to complain of. (...) and he seized her hand and raised it to his lips and kissed it with an intensity that brought the tears to her eyes, and quickly he dropped it.     page 77

for now, she need not think about anybody. She could be herself, by herself. And that was what now she often felt the need of - to think. well, not even to think. To be silent; to be alone.         page 69

a window. a house. an ordinary family. the daily and detailed life of the people that lived there and of the ones who were looking through the window.

their most deep thoughts and responses. the sweet will of James little heart. he wants to go to the lighthouse. according to his mother's will and love, this should not be denied to a child. if one (his father) refuses it, he will never forget about that non accomplished desire.

the silent and invisible tears of a marriage that is no longer as such. made of empty words. made of empty gestures. sometimes, even made of darkness.


publicado por Firefly às 22:11
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