Domingo, 30 de Setembro de 2007

Memórias de Pedra

As Memórias de um Menino Soldado é a história verdadeira de um menino a quem a vida e a guerra obrigaram a deixar de o ser. O tempo para os sonhos grandes e para as brincadeiras terá sido duramente arrancado dos seus dias, para dar lugar ao peso quase insuportável das armas, do sangue e da morte. Sem família e sem rumo, Ishmael acabará por ceder a uma guerra que tem voz e que o chama, a si e às suas mãos ainda tenras, para continuar a espalhar a morte e a destruição que outros haviam começado. E uma vez que o seu coração de menino desconhece sentimentos como o ódio e o desprezo pela vida, Ishmael é ensinado a fazer nascer em si o monstro cruel que só a guerra sabe e pode ser. Ishmael é obrigado a saber e a conseguir matar, bem como a deixar-se morrer aos poucos com as vidas que is trespassando com a sua baioneta.

Um menino que nasceu menino e cresceu soldado. Um menino que acabou por ser resgatado do cenário hediondo em que a sua vida se tornara...

Um final (quase) feliz que não foi capaz de apagar as marcas de sangue e de dor que protagonizaram a sua história.

Um final (quase) feliz para Ishmael.

Um regresso à vida que a maioria dos meninos soldado não conheceram.


publicado por Firefly às 14:36
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As Memórias de um Menino Soldado

[página 49]

 

"ouvi os disparos cada vez mais próximos, por isso avancei ainda mais para a vegetação. Uma bala atingiu uma árvore directamente por cima da minha cabeça e caiu no chão a meu lado. Estaquei e sustive a respiração. De onde me encontrava via as balas vermelhas atravessarem a floresta e desaparecerem na noite. Ouvia o meu coração e, como começara a ofegar, tapei o nariz para não fazer barulho".

 

 

 

 

[página 69]

 

" O mais difícil de estar na floresta era a solidão. A cada dia tornava-se mais insuportável. Quando estamos sozinhos pensamos demais, especialmente se não houver muito para fazer"

 

 

 

[página 90]

 

" De cada vez que as pessoas nos perseguem para tentar matar-nos, eu fecho os olhos e espero pela morte. Embora saiba que ainda estou vivo, sinto que cada vez que aceito a morte, uma parte de mim morre. Em breve estarei completamente morto e restará apenas o meu corpo vazio a caminhar ao vosso lado. Tornar-me-ei ainda mais calado do que já sou".

 

 

 

 

 

nota: o meu pedido de desculpas, a todas vocês que têm mantido o books a funcionar, pelo meu fraco contributo nos últimos tempos.


publicado por Firefly às 14:34
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Perfeição

Já não há grande coisa a dizer do Cemitério de Raparigas do Miguel(ito) Esteves Cardoso...

A Sara já descreveu, e na perfeição,o decorrer da história. Aconselho a leitura. É fácil, muito real e verdadeira.

Para permitir que a curiosidade pelo livro se mantenha, deixo algumas das quotes que mais gostei.

 

"Quando uma coisa não tem por onde se lhe pegue, e mesmo assim se quer pegar nela, não há altura certa, mas também não há outra que não seja esta: Esta já. Vai já esta. E é agora. E já agora, pega-se nela, com uma única intenção: a de não a largar."

"Quase todas as mentiras são provocadas. As principais culpadas são as perguntas que se lhe fazem."

"É sempre um erro querer mais do que muito. Mais do que muito é menos do que nada."

"É talvez o grand fracasso humano: a desproporção entre o valor e a dimensão. Nada há que tenha o tamanho que mereça."

 

Espero que gostem=)

 

 


publicado por maryjo às 23:37
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

finding myself, toby litt

Tudo começa assim: vamos ver as listas de livros que temos de ler no próximo semestre. Depois continua assim: vamos ver os preços e capas na Amazon (viva a Amazon). Desenrola-se a acção desta maneira: vamos encomendar já este livro, porque a capa são o autor e o título escritos na areia, e por motivos pessoais, gostamos dessa imagem. Aprofundamos o carácter das personagens: vamos encomendar já este livro porque o título é altamente interessante.

Conclusão: vamos na página 115 e estamos assim um bom bocado viciadas no livro. É fantástico (brutal, vá). Mais desenvolvimentos na acção em breve ;)

P.S. apesar de este post ter sido escrito na primeira pessoa do plural, sou só EU que o estou a ler.

publicado por marina às 11:31
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

fé e milagres

comprei o livro numa de ler algo mais "light" no meio de tanta coisa pesada. afinal de "light" não tem muito.

logo na capa é feita a pergunta, se acreditamos em milagres. logo aí dá que pensar.

é-nos dado a conhecer então a história de Faith. uma menina de 7 anos cuja mãe tinha sido internada (há 7 anos atrás) num centro de psiquiatria devido à traição do marido. desde que a sua mãe, Mariah, foi dada como recuperada, tudo parecia correr bem até que há uma nova traição e Faith ganha um novo amigo com quem fala: Deus.

da vida calma que ambas viviam até ter o jardim cheio de jornalistas foi um pequeno passo.

não querendo que a sua filha se torne numa atracção pública, Collin, quer a guarda da filha (depois de ter ido embora de casa com a sua nova "amante" de quem espera um filho).

o processo em tribunal não irá ser fácil e Faith irá sofrer por não poder estar com Mariah. Millie, mãe de Mariah e avó de Faith irá ter um papel importante, quase como um pilar mestre de uma casa.

se há milagres podemos também dizer que há coincidências. devido à exposição pública de Faith, Mariah consegue encontrar o amor ao lado de quem menos espera. o homem que não acredita em milagres.

 

quanto ao titulo...tem "muito" que se lhe diga...


publicado por eli às 22:32
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