Domingo, 29 de Março de 2009

Em busca do carneiro selvagem

 

Mais um dos muitos livros de Haruki Murakami. Este conta a história anterior à que se desenrola no livro Dança, dança, dança. Desta vez, uma busca por um carneiro que tem uma estrela no dorso. Sabe-se que ele está numa paisagem, como mostra a fotografia. Aquele que é largado pela esposa, conhece a mulher com as orelhas mais lindas e embarcam numa viagem em busca do carneiro. Deixa o seu gato com o motorista que lhe dá o telefone de Deus e que segue as ordens do porta-voz do lider supremo (este já teve o professor carneiro dentro de si). Ficam no Hotel Golfinho até irem para as montanhas em busca do seu amigo rato. Confusos? Good!! Afinal, Murakami não escreve livros que não tenham um pouco de confusão e imaginação à mistura.


publicado por eli às 20:16
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

dança com murakami

mais um livro do Murakami mas desta vez li a tradução portuguesa. à parte de um pequeno pormenor ("vodca com soda" - que me fez lembrar soda caústica; podendo ser traduzido por gasosa), a tradução está muito bem feita. a tradutora pensou nos leitores que não conhecem a realidade japonesa e colocou algumas notas de roda pé para nos elucidar. como o tradutor é tão importante quanto o autor, até porque "volta a escrever", era de bom tom, que o nome do tradutor aparecesse na capa e não escondido numas páginas, por isso Maria João Lourenço é a tradutora deste livro.

quanto ao mesmo, este retoma a história contada num anterior: a wild sheep chase ou em busca do carneiro selvagem, em português. a história leva-nos ao hotel golfinho onde o narrador viveu uma história que o faz voltar ao mesmo sitio cinco anos depois. o hotel pobre e sem condições dá lugar a um dos hóteis mais luxuosos da zona. existem recepcionistas simpáticas e bem vestidas à vista de toda a gente, e um homem carneiro que só aparece quando tudo dorme e que tudo sabe. a rapariga do walkman, esquecida no hotel pela mãe, é uma peça muito importante na história assim como o amigo actor, famoso, com muitos conhecimentos e um maserati.

do que li de Murakami, é muito seu hábito misturar o real com a fantasia (coisas inacreditáveis), e esta história não é excepção. são sempre livros dificeis de explicar. o melhor mesmo é ler e fazer parte deste mundo a cada página folheada.


publicado por eli às 22:08
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

kafka on the shore

 

já muito se falou sobre este livro, afinal trouxe o autor (Haruki Murakami) para a ribalta, pelo menos no nosso país. foi concerteza um livro muito bem vendido. agora...vale a pena tanto alarido por causa de um livro com um nome conhecido e um gato preto na capa? até porque o Kafka de que se fala não é aquele que possamos pensar, mas o(s) gato(s) aparece(m) e até as sardinhas da lombada.

se por um lado temos Kafka Tamura que foge de casa aos 15 anos, por outro temos Nakata, um homem que sofreu um acidente enquanto criança, do qual nunca recuperou, que fala com gatos que passam por ele na rua e que um dia a sua vida dá uma volta enorme por causa de uma "entrance stone". estarão as suas vidas ligadas por um pequeno fio condutor? um rapaz que foge da vida que não gosta, do seu pai,e que ficou sem a mãe e irmã muito cedo e um homem que por causa da sua deficiência foi deixado ao abandono.

para quem possa pensar que o livro é muito simples, desengane-se. histórias que no inicio parecem não ter nada em comum, acabam por fazer parte de um todo. ligadas por outras que não parecem fazer parte deste mundo: gatos que falam, sardinhas que caem do céu, um Johnnie Walker que quer as almas dos gatos para se tornar mais forte, uma floresta que esconde algo no seu interior, uma pedra capaz de mudar o rumo da vida e muito mais.

um livro que pode não agradar a todos devido a algumas fantasias escritas pelo autor, mas para quem já estiver habituado ao género vai concerteza gostar e desejar chegar rapidamente à última página.

vale a pena tanto alarido, até porque não é um livro igual a tantos outros espalhados por essas prateleiras fora...

 


publicado por eli às 15:32
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

o japonês

muitos serão aqueles que não conhecem este livro, mas o autor conhecem, ou não fosse ele também o autor de um dos livros mais falados ultimamente: Kafka on the shore ou Kafka à beira-mar. quando soube deste autor (por causa do Kafka), fiz uma pesquisa sobre que livros ele tinha escrito e esta foi a capa que mais me chamou a atenção. não fazia ideia sobre o que falava, mas a capa.... comprei-o (compraram-mo), ainda esteve algum tempo ali na estante e quando decidi lê-lo apercebi-me que era um livro de "short-stories", o que nós em português podemos talvez chamar de crónicas. logo na primeira "short-story" percebi o porquê da capa. prendeu-me. a cada pedaço que lia, mais me prendia. quem já leu algo dele, já conhece o seu estilo, a sua forma de escrever. eu não conhecia por isso fiquei surpreendida pela positiva.

concerteza que quem lê este autor fica rendido. e é sempre bom lermos autores de diferentes paises. Haruki Murakami é Japonês e por isso são várias as referências ao Japão, Tokio e outras cidades.

como por vezes sou ao contrário das pessoas, só mais tarde lerei o Kafka on the shore. pelo que já ouvi, é bom e pertence ao mesmo estilo que Blind Willow, Sleeping Woman. um estilo de um autor que diz: "If writing novels is like planting a forest, then writing short stories is more like planting a garden."

para aguçar o gosto:

"No matter what they wish for, no matter how far they go, people can never be anything but themselves. That's all."

" 'But you had better think about it very carefully, my lovely young fairy, because I can grant you only one.' In the darkness somewhere, an old man wearing a withered-leaf-coloured tie raises a finger. 'Just one. You can't change your mind afterwards and take it back.' "

"'Clothes aren't important. The real problem is what's inside them.' "

" '...there are ways of dying that don't end in funerals. Types of death you can't smell.' "

" ' They tell us that the only thing we have to fear is fear itself, but O don't believe that, ' he said. Then, a moment later, he added: 'Oh, the fear is there, alright. It comes to us in many different forms, at different times, and overwhelms us. But the most frightening thing we can do at such times is to turn our backs on it, to close our eyes. For then we take the most precious thing inside us and surrender it to something else. In my case, that something was the wave.' "

 

para mais... leiam ;o)


publicado por eli às 19:48
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