Quinta-feira, 1 de Março de 2007

a geisha

 

a curiosidade para ler este livro era muita. ouvi opiniões positivas e negativas. o filme também tinha tido óptimas criticas. comprei o livro determinada a ler antes de ver o filme, assim foi. ainda esperou um pouco na estante mas depois lá o deixei estar entre mãos.

a capa (pelo menos esta) chama muito a atenção. a pele branca, os lábios encarnados e aqueles olhos. os olhos com demasiada àgua. os olhos de uma menina que mal sabia o futuro que lhe estava reservado, mas esta é uma história que embora de certa maneira começa mal, atribulada pelo meio, não poderia ter um finla mais feliz.

Chiyo, começa por ser uma simples criança, filha de um pescador, que com a ajuda da grande Mameha, se irá tornar na famosa Sayuri apesar das tentativas falhadas de a destruir por parte da sua rival, Hatsumomo.

um livro que nos prende a cada palavra, a cada facto que aprendemos sobre este mundo pois embora o livro seja pura ficção, é de certo modo baseado nos conhecimentos que Liza Dalby, a única americana a ter sido gueisha, transmitiu ao autor.

ser gueisha não é no entanto algo que muitas mulheres desejem, pois como diz Mameha: "...we don't  become a gueisha because we want our lives to be happy; we become gueisha because we have no choice."

neste livro damos conta do que é a vida de uma gueisha, quais os sacrificios e o quanto o amor deixa de ter um papel importante pois a elas não lhes é dado esse direito nem o de serem esposas. são apenas as esposas do "depois do anoitecer"...

 

"(...) but now I know that our world is no more than a permanent than a wave rising on the ocean. whatever our struggles and triumphs, however we may suffer them, all too soon they bleed into a wash, just like watery ink on paper."

as metáforas encontradas neste livro são representativas daqueles momentos mais engraçados da história, como o seguinte em que Mameha explica a Sayuri, o acto sexual:

"(...)

 '... Do you know what is meant by "the homeless eel"?'
...
'Men have a kind of ...well, an "eel" on them,' she said.
'Women don't have it. But men do. It's located -'
'I think I know what you're talking about,' I said, 'but I didn't know it was called an eel.'
'... Here's the thing: this eel spends its entire life trying to find a home, and what do you think women have inside them? Caves, where the eels like to live. This cave is where the blood comes from every month when the "clouds pass over the moon," as we sometimes say.'
(...)
'... When they find a cave they like, they wringgle around inside it for a while to be sure that...well, to be sure it's a nice cave, I suppose. And when they've made up their minds that it's confortable, they mark the cave as their territory...by spitting. Do you understand?' "

espero que vos tenha dado a conhecer algo que venham a gostar. é uma hitória lindissima. é verdade...depois vi o filme e.. apesar de ser "pequeno" em relação ao livro (senão teria talvez 4 horas de duração), está batsante fiel e vale muito a pena ver.


publicado por eli às 16:28
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