Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

rio libertino

 

Rio das Flores é uma obra, já best-seller de Miguel Sousa Tavares, e conta a história de uma familia (os Ribera Flores) residente em Estremoz durante as várias geraçoes. A história é nos dada cronológicamente com um espacço de trinta anos, dá-nos a conhecer os pensamentos de cada membro da familia (sobretudo o forte sentimento que têm para com a sua terra, a sua propriedade), assim como as mudanças que ocorreram aos Ribera Flores durante esse tempo. Acompanhando a descriçao da vida das personagens, Rio das Flores  esclarece-nos também sobre o ambiente histórico, politico e cultural que se vivia na epoca, sobretudo através das insitentes viagens de Diogo (em busca do sentimento de felicidade plena) e da luta pela sobrevivencia, na guerra civil, de Pedro.

Apesar de ser um livro grande, o que para mim não é um costume, Rio das Flores prende o leitor, e surpreende-nos com um final inesperado.

 

Aconselho! =)

 

"Parece que o ser humano, como deves imaginar, nunca está inteiramente satisfeito ou saciado com coisa alguma. Mas, se dividirmos as circunstâncias da vida em compartimentos diferentes, como eu penso que deve ser, então sim, estou completamente satisfeito..."

 

" Tenho medo que a liberdade se torne um vicio, enquanto que agora é apenas uma saudade."

 

 

 


publicado por maryjo às 00:02
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

ecos de: O Cemitério de Pianos

bem sei que já se falou aqui, e muito bem, deste livro da autoria de José Luís Peixoto. ainda assim, e depois de ler esta obra sua, achei por bem falar um bocadinho do que senti ao lê-la e ao perder-me nela. tenho que dizer que este foi, decididamente, um dos melhores e mais envolventes livros que li nos últimos tempos. o que mais me fascinou e o que mais me fez entregar-me ao livro, às páginas e à história foram as descrições. todos os detalhes.pequenos gestos. esses relatos de pormenores tão banais têm a luz da realidade enquanto são descritos. não uma realidade fictícia mas uma realidade mesmo real. a realidade que é de todos. que é de todos os dias. e essa é, sem dúvida, a magia que nos cativa e nos chama a participar na história. a ser a história. rodopiando entre passado, presente e futuro, o autor conta uma história de muitos tempos. de várias gerações. a história de uma família e dos seus antepassados. da importância que tem o que está para trás para compreender o que está à nossa frente.

linhas que nos prendem, nos agarram e nos fazem querer devorar cada vez mais e melhor cada página.

um livro sobre a vida para todos aqueles que vivem também.

*obrigado eli por me teres emprestado o livro. :)


publicado por Firefly às 13:15
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

a escrita como ligaçao

 

 

A escrita é o ponto principal neste livro de Ines Pedrosa. Entitulado de Cartas a Uma Amiga, esta história é sobre duas amigas que trocam cartas. Uma está em Portugal e outra em Paris. Com vidas que em dias foram inseparaveis, partilham episodios presentes das suas vidas, mas sobretudo memórias. Muito bem elucidado pelas fotografias de Irene Crespo, Ines Pedrosa ensina-nos tambem a ver a vida por aquele buraquinho magico que faz parar a vida e mantem os momentos eternos.

 

É um livro pequeno e uma leitura bem leve. Aconselho vivamente. Deixo então algumas das passagens que mais gostei para vos despertar curiosidade =) :

 

"Os lugares do amor são ferrugentos, abrem portas desusadas, perras nas dobradiças. O amor chia nas empenas, incomoda os vizinhos, a vida organizada do corpo e do coração."

 

"Um homem que dá um grito é um lider, uma mulher que da um grito é uma histerica."

 

"Às tantas o Manuel disse-te que tinhas "mau feitio". Ah, o eterno mau feitio- exactamente aquilo que nos homens se chama personalidade. Consiste em levarmos até ao fim, custe o que custar, as nossa ideias, projectos e desejos- mesmo, ou sobretudo, se esses projectos mudarem a meio do caminho da nossa vida. Um homem que assume frontalmente uma mudança é um carácter: sabe evoluir, prefere o desconforto à hipocrisia, segue a luz da inteligencia, ousa buscar a verdade de si atéao fim do mundo, se preciso for. Uma mulher que assume frontalmente uma mudança é considerada uma tonta, uma maria-vai-com-as-outras (ou pior ainda, uma maria-vai-com-os-outros, não é?), enfim, na melhor das hipoteses, uma mulher insegura, perdida."

 

"...aquilo que vemos é sempre e só uma selecção da realidadde- e que a realidade é, também ela, uma ilusão, trituradora de lágrimas, sonhos, paixões e verdades, devolvendo-nos a beleza opaca dos espelhos em que nos iludimos para sobreviver."

 

"...porque os livros servem também para  isso, sobretudo para isso, para nos prolongar a vontade de viver."

 

Hope you enjoy!!!


publicado por maryjo às 18:59
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006

alguns porquês ...

" Por isso nos expulsavam de lá. Mas, uma vez postos na rua, havia ainda o receio de que as nossas liberdades comunicassem de uns para os outros e ficassem, por isso, ainda mais fortes"

(...)

"mas só ouvia as pancadas do coração. O vulto negro da noite inchava entre as luzes, conglomerava-se nos tectos"

(...)

"gritaram todos aos meus ouvidos horrorizados da minha crueldade. Mas só a noite chorou comigo a minha dor, com um amor longínquo de estrelas e de silêncio" *

* talvez esta última seja, mesmo, uma das minhas frases preferidas. ecoa. risca-se por dentro. e fica. e no contexto da história torna-se ainda mais poderosa...


publicado por Firefly às 09:29
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

O avesso dos sonhos

" Estranho poder este da lembrança: tudo o que me ofendeu, me ofende, tudo o que me sorriu sorri: mas, a um apelo de abandono, a um esquecimento real, a bruma da distância levanta-se-me sobre tudo, acena-me à comoção que não é alegre nem triste mas apenas comovente... Dói-me o que sofri e recordo, não o que sofri e evoco"

(...)

"Desamparado de tudo, fui. Saí à porta e tão cansado me senti que o escuro dos corredores me foi quase um afago bom. Caminhava devagar, tentando lembrar-me de muitas coisas passadas, como se repentinamente me sentisse envelhecido"

"Nenhuns sonhos se negavam ao apelo da nossa sorte, aí na nossa íntima liberdade"


publicado por Firefly às 09:46
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Sábado, 9 de Dezembro de 2006

Um nó chamado coragem...


(...)"mas apertava-me de angústia o susto permanente
de me chamarem a contas.
O medo passou enfim.
Mas ficou maior a solidão.
Sentia-me subitamente desprotegido, e ao mesmo tempo, tinha uma inveja surda do meu amigo, que assim pudera libertar-se de tudo" (...)






" aí recordo tudo - e é como se de novo os poderes da minha infância se erguessem sobre mim e me condenassem outra vez"

publicado por Firefly às 13:03
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